Imagens da Nossa História - Etnias








 
 

No início do século XIX, mais de 70% dos escravos na cidade do Rio de Janeiro eram de origem africana. O comércio de escravos trouxe para o Brasil várias etnias distintas. A maioria era proveniente de vastas regiões da África Ocidental, Central e Oriental e predominavam os de origem Bantu, que falavam diversos idiomas como o umbundo, o quimbundo, o kicongo, o nagô e o macua. Até 1700, os portos de Guiné e Congo eram os maiores exportadores de negros, enquanto que, durante o século XVIII, as embarcações saíam com mais freqüência de Angola. A cidade de Luanda foi a maior exportadora de escravos para o Brasil. No Rio de Janeiro predominavam as principais etnias: Mina, Cabinda, Congo, Angola (ou Luanda), Kassange, Benguela e Moçambique. Gabão, Anjico, Moange, Rebola, Kajenge, Cabundá, Quilimane, Inhambane, Mucene e Mombaça eram menos numerosas.

Muitos desses grupos possuíam formas de identificação particulares. Alguns apresentavam cicatrizes faciais, enquanto outros costumavam limar e/ou entalhar os dentes.

Num primeiro momento, os portugueses que colonizavam o Brasil, traziam as populações africanas para o país e submetiam-nas a um trabalho forçado e escravo nas minas de ouro. Desde sua captura até o desembarque no Brasil, os escravos experimentavam, no mínimo, um ano de cativeiro. Durante o transporte na travessia do Atlântico, a taxa de mortalidade era bastante alta, chegando, às vezes, a quase 20% do total capturado no continente. Daí, a enorme necessidade de identificar os negros com marcas feitas a ferro quente para indicar seus proprietários. Recebiam na pele também o sinal da cruz como prova de terem sido batizados no ritual católico. Muitos eram marcados após desembarcarem nos portos de destino ou então eram remarcados.


  • A Captura e O Cativeiro

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