Imagens da Nossa História - Pesquisa Arqueológica








 
 

Dentre os 5.563 fragmentos encontrados nas escavações do sítio arqueológico Cemitério dos Pretos Novos, a análise antropológica e biológica dos ossos não cremados, apesar das condições precárias nas quais foi feito o salvamento, permitiu identificar 28 corpos, em sua maioria de jovens do sexo masculino, com idades entre 18 e 25 anos.

Mais da metade apresentava marcas de cremação - fator curioso que determina mudanças nos aspectos da coloração, da textura das superfícies e da morfologia dos ossos. Este processo era feito para agilizar os sepultamentos, já que eles ficavam muito tempo expostos, esperando o enterro.

Estudos mais detalhados estão sendo realizados objetivando conhecer melhor os processos de cremação dessa época e a maneira como eram efetuadas.

Outra importante descoberta foi a presença de entalhes nos dentes da arcada superior dos crânios encontrados, o que indicava a procedência africana dos indivíduos ali enterrados. Esta prática era efetuada em jovens entre 14 e 20 anos, ainda em vida, que modificavam intencionalmente a forma de seus dentes para cumprirem ritos cerimoniais de iniciação, identificação tribal ou por puro embelezamento.

É possível afirmar que as lesões ósseas das amostras foram provocadas por fraturas, infecções, anemias e algumas degenerações. A exemplo de um caso raro de um indivíduo adulto que apresentava deformações nos dedos dos pés, comprovou-se que, enquanto vivo, manteve-se de joelhos longos períodos. Pode-se especular a hipótese de se tratar de um muçulmano.

Do ponto de vista dentário, foi constatado também que a população presente na amostragem possuía boa dentição, com baixa incidência de cáries.

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