Imagens da Nossa História - Mercado de Escravos








 
 

Região do Valongo

“Os negros recém-chegados causam uma impressão horrível. É um espetáculo que deixa dúvidas sobre sua humanidade: a boca aberta, um olhar parado, inexpressivo e assustado. Os movimentos são desengonçados e canhestros. Vendo um macaco sem seus pêlos tem-se a tentação de considerá-lo homem, antes que ao negro que acaba de ser arrastado de sua longínqua pátria.” (C. Seidler – 1824)

“A lojinha tinha cerca de 300 crianças, machos e fêmeas. Os mais velhos teriam entre 12 ou 13 anos e os mais novos não mais que 6 ou 7 anos. As pobres coisinhas estavam agachadas em um imenso depósito, meninos de um lado, meninas de outro. Tudo o que vestiam era um pedaço de pano azul e branco amarrado na cintura. Se não estivessem separados, seria impossível distinguir os garotos das garotas. O cheiro e o calor do aposento eram opressivos e repugnantes. Meu termômetro de bolso marcava cerca de 35 graus.” (C. Brand – 1827)

“Assim que o comprador entra o vendedor faz um sinal e todo o harém se agita, e começa a gritar e a dançar, como se para provar que têm pulmões e que compreendem à maravilha a servidão. Infeliz é aquele que não imita seus companheiros, o chicote bate no seu flanco e pedaços de carne negra voam pelo ar.” (J. Arago – 1817)








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